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Friedman o libertário

agosto 9, 2010

Milton Friedman, sem dúvida, é o economista mais importante após a o apogeu de Keynes. Em meados da década de 60, ocorria uma unanimidade teórica a respeito das políticas macroeconômicas, cujo foco se prendeu inteiramente na política fiscal, deixando a política monetária de lado. Esse é um dos efeitos do legado de Keynes que, ao aconselhar o uso da política fiscal, ofuscou os benefícios da política monetária pouco desenvolvida no período. Contudo, Friedman contestou a neutralidade da moeda no curto prazo, trazendo evidências empíricas relevantes que mudaram a visão sobre o tema, o que se transformou em um debate, hoje, ainda fervoroso entre economistas.

Friedman, Ph.D pela Universidade de Columbia, também remou contra a maré teórica de sua época ao desaconselhar à forte presença do estado na economia. Essa tendência liberalista foi enfatizada no livro Capitalismo e Liberdade, sua maior obra. O maior marco, entretanto, está na remodelação da teoria sobre a formação do consumo, modelada a partir dos rendimentos de toda a vida do indivíduo.

Arrisco dizer que o maior feito de Friedman foi desafiar as tendências mainstream de sua época, ao não se deixar influenciar pelo pensamento dominante e buscar a razão além do modismo sem progresso.

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