Pular para o conteúdo

As contribuições de Marshall

junho 11, 2010

Alfred Marshall, nascido em Londres (1842-1924), foi um dos maiores pensadores da ciência econômica. Marcado pelo contexto de sua época, pós revolução industrial, presenciou de perto os impactos positivos e negativos do sistema capitalista de produção. Baseado em seus estudos sobre esse cenário, aprimorou a ciência incluindo novas abordagens aos modelos utilizados, alguns aplicados ainda hoje.

Após estudar matemática, física e a própria economia, Marshall preferiu seguir carreira como professor de economia pela Universidade de Cambridge, fundando o primeiro curso de economia da história, decorrido alguns anos saiu da mesma e tornou-se diretor da University College, mas retornou ao cargo de professor anos depois. No período em que lecionou, influenciou alunos que se tornaram grandes economistas contemporâneos, como John Maynard Keynes e Arthur Cecil Pigou.

Esse interesse de Marshall pela economia nasceu da preocupação com questões sociais como a pobreza oriunda da má distribuição de renda, conseqüências da primeira era industrial. De acordo com ele a solução fundamental dos problemas sociais reside na educação da população, idéia difundida até os dias de hoje.
Influenciado por Adam Smith, David Ricardo e Stuart Mill, escreveu duas grandes obras da literatura econômica, Princípios de Economia e Economia da Indústria. A primeira tornou-se livro didático base por décadas, já a segunda, mais empírica, um referência para futuras pesquisas.

Outra grande contribuição de Marshall está na formalização matemática dos conceitos econômicos, em grande parte, através da análise quantitativa proporcionada por sistemas de equações. Esse novo tratamento permitiu a verificação empírica das hipóteses por meio de medições, demonstração matemática e experiência laboral. A ciência econômica pôde, assim, se destacar do tratamento filosófico.

A introdução dos conceito temporal de curto e longo prazo encerrou discussões sobre a determinação do valor. Os marginalistas mensuravam o valor de acordo com a utilidade proporcionada a cada consumidor (conceito subjetivo), já os clássicos, baseados em David Ricardo, mensuravam o valor de acordo com a quantidade de trabalho utilizado para a produção do bem. Assim, a proposição de Marshall, conhecida como neoclássica, determina o valor de acordo com o custo objetivo da produção no longo prazo e a utilidade marginal no curto prazo.

A contribuição mais polêmica de Marshall é o emprego do conceito de equilíbrio parcial, contrariando a teoria clássica de equilíbrio geral. Para ele, a análise parcial é essencial para a economia, visto que as relações econômicas estão sujeitas a incontáveis variáveis independentes. Portanto, o termo ceteris paribus (tudo mais permanecendo constante) é introduzido na abordagem matemática econômica, utilizando de derivadas parciais em seus modelos.

Fica claro, então, que Marshall mudou a cara da ciência econômica, pois além das contribuições citadas acima, foi ponto de partida para diversas ramificações da teoria econômica, como econometria, economia monetária e a teoria dos jogos. Contudo, vários pontos levantados por Marshall ainda geram polêmica entre estudiosos, não só em relação às questões sociais, mas, até mesmo, na separação entre economia política e a própria economia.

About these ads
Ainda sem comentários

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: