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Perfil de investidor – amostras coletadas em palestra

junho 2, 2010

Alguns resultados alcançados na última palestra, destinada a investidores iniciantes, podem orientar outros interessados no assunto, portanto, trago um pouco do que pode ser compartilhado. Na perspectiva de ajudar cada participante a definir o seu perfil de investidor e, assim, identificar o investimento mais adequado a ele, distribui alguns questionários contendo perguntas sobre o perfil de cada um. A tarefa não é complexa, basta encontrar as características do risco, prazo e retorno desejado pelo investidor, contudo, com mais algumas perguntas foi possível encontrar resultados curiosos. Vamos lá:

Clique aqui para visualizar os gráficos obtidos.

Do total limitado a quarenta participantes, dois não preencheram o questionário, portanto n=38. Como imaginei a maioria foi encabeçada pelos seguintes cursos: 34% estudantes de administração, 21% economia e 18% contábeis, porém, curiosos 16% eram estudantes do Tecnólogo de Recursos Humanos. Do total, a maioria era mulher (66%), o que me levou a uma dúvida: “mulheres tem mais interesse em investir que os homens ou elas foram mais rápidas para se inscrever?”.

Bom, desse pessoal, a maioria já acompanhava o mercado em certo nível (59%), mesmo nunca tendo investido (57%). Muitos estavam em seu primeiro ano de curso, acredito que o interesse seja maior entre eles porque os veteranos estão mais preocupados com as monografias ou já obtiveram esse conhecimento no decorrer dos estudos. Talvez, uma combinação dos fatores ou outra justificativa que não cogitei. A maioria está abaixo de 24 anos, essa idade está ligada ao ano do curso dos alunos – 80% de correlação -, ou seja, geralmente os primeiros períodos detém alunos com menor faixa etária e voltamos à questão anterior.

Observe que apenas 8% afirmaram ter renda mensal própria igual à zero ou não preencheu, revelando que o restante do pessoal está empregado ou tem algum outro meio próprio de renda. Está é, logicamente, uma característica essencial para investir, mas trás boas novas ao demonstrar que os estudantes dos primeiros períodos (e mais novos) já alcançaram alguma renda própria, mesmo sendo algo em torno de um salário mínimo (45%). A pergunta que ficou em minha cabeça é: os calouros, em grande parte empregados, estão nessa condição por que conseguiram os empregos logo no início do curso ou entraram nos cursos antes já empregados?

Agora vamos delimitar o perfil dos investidores. Desse pessoal, 87% desejam disponibilizar menos de um salário mínimo para o investimento, com horizonte de tempo entre 1 a 5 anos (79%). A liquidez embora menos gritante, também, corresponde a esse prazo (50%). No questionário foram listadas algumas modalidades de investimento e, considerando os portfólios escolhidos pelos estudantes, 43% tem um perfil conservador (renda fixa, imóveis etc.) e 46% moderado (ações/títulos ou ações/imóveis). A aversão ao risco fica mais clara quando observamos que 60% dos participantes não estão dispostos a perder parte do capital investido.

Levantadas as características, que refletem o perfil geral (não o específico para cada participante), o resultado encontrado sugere o Fundo Moderado como o mais recomendado. Justifico essa opção pelos seguintes fatores: Apenas 11% escolheriam investimentos mais agressivos como derivativos, portanto, os demais não se sentiriam confortáveis com tal risco, considerando também que não estão dispostos a perder parte do capital próprio. O capital disponível (vide gráfico de renda disponível para investimento) inviabiliza a dinâmica das operações no Home Broker, pois o custo com operações onera significantemente os investidores com pouco capital, nesse caso a maioria (87%). O motivo é simples, os custos com corretagem geralmente são valores fixos, e são reduzidos proporcionalmente ao se movimentar maiores quantias, tornando a atuação independente mais atrativa para aqueles que detêm maior capital e, assim, dispõe de flexibilidade nas movimentações. Por outro lado, a relativa falta de experiência dessa turma inviabiliza um clube de investimentos. Após as eliminações, o fundo de investimento moderado é o que se encaixa melhor no perfil dos participantes, visto que entre as opções restantes no mercado financeiro é a que oferece maior retorno em relação ao risco e prazo de resgate desejado por eles (lembrando que a rentabilidade varia de acordo com a estratégia do gestor). Para esse caso, a meu ver, o fundo ideal seria: 50% fixa e 50% ações.

Espero ter ajudado mais pessoas a dar o seu passo inicial. E desejo boa sorte a todos que tentarem.

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