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Sobre Ações, Parte 2 – Escolhendo onde aplicar

setembro 28, 2009

Noções sobre o comportamento da economia/mercado não são o suficientes para a melhor escolha do investimento na Bolsa de Valores, também é necessário definir a estratégia a ser tomada para a análise do desempenho da ação. Através da ferramenta adotada, é coletada uma série de informações a respeito das previsões de rendimento da aplicação, critério essencial para selecionar o título.

Como embasamento, atualmente os investidores utilizam de basicamente duas escolas teóricas, a Escola Fundamentalista e Escola Técnica. Diante delas, o conhecimento de ambas se torna necessário para todo o participante do mercado de capitais, que por trabalharem aspectos diferentes, na maioria dos casos se tornam complementares. Um pouco sobre elas:

Escola Fundamentalista

Visão Econômica - RetornoPara a escola fundamentalista as oscilações de oferta e procura dos títulos giram em torno de um valor intrínseco definido pelo patrimônio da empresa. Para a definição desse valor, é levado em consideração a sua posição no setor, poder de monopólio, capacidade de empreendedorismo, competitividade, avanço tecnológico, proteção por subsídios ou tributação, lucratividade e políticas de investimentos. Visando identificar claramente alguns desses pontos, os fundamentalistas utilizam como metodologia a análise de indicadores. Os principais são:

Preço/Lucro(P/L): Se trata da relação entre o preço do título e o lucro total da empresa dividido por ação. Quanto menor a relação, melhor, pois indica que o título está com cotação baixa em relação a lucratividade da companhia.

Cash/Yield(C/Y): Semelhante ao P/L, é a correlação entre o preço do título e os dividendos distribuídos por ação. Quanto mais dividendos por ação mais o investidor estará ganhando pelo simples fato de tê-la em mãos.

Cotação/Valor Patrimonial: É a relação entre o preço da ação e a divisão do patrimônio liquido total da empresa pela quantidade de ações. Quanto menor o índice melhor, pois indica a distorção da cotação em relação ao valor real da empresa.

Margem Liquida: Consiste na divisão do lucro líquido pelo faturamento líquido. Esse índice ajuda a transparecer as decisões gerenciais de investimento do lucro, informação valiosa para investidores de longo prazo.

Liquidez Corrente: É a relação entre o ativo e passivo circulante, essa relação demonstra a capacidade da empresa de honrar os pagamentos e a disponibilidade de recursos de curto prazo.

Rentabilidade do Patrimônio: Mede a vinculação entre o lucro líquido e o patrimônio líquido, além de representar o retorno das aplicações dos acionistas, permite estimar o tempo necessário para o retorno do capital.

Endividamento: Basicamente trabalha a relação entre o passivo circulante e o exigível de longo prazo. Essa relação permite ao investidor a mensuração da necessidade de capital de terceiros para o financiamento dos pagamentos.

Muitos outros índices são utilizados para a análise, mas nenhum é definitivo para escolha do investimento, tornando primordial a utilização em conjunto vista a uma decisão mais eficaz.

Escola Técnica

A escola técnica trabalha a análise da dinâmica de preços, através de tendências de reação do mercado ao comportamento dele próprio. Conceitualmente, para a análise técnica, todos os fatores fundamentalistas são dispensáveis, pois eles não compreendem todos os dados envolvidos direta/indiretamente na determinação dos preços. Portanto, não são os dados das empresas que afetam seu desempenho nas negociações, mas sim, como os investidores reagem a variação dos dados.

Segunda essa escola, as informações sobre as movimentações futuras do mercado estão nele próprio, portanto, não importa o motivo do seu movimento e sim como ele se comporta. São três os princípios básicos que regem sua fundamentação(fortemente ligada a psicologia de massas):

A ação do mercado é uma reação a todos os fatores nele envolvidos.

Todos os preços se comportam em tendência.

O futuro é um reflexo do passado.

Como forma de identificar as tendências de comportamento, os técnicos utilizam ferramentas de previsão muitas vezes baseadas em gráficos analíticos(motivo da análise técnica também ser denominada análise gráfica). Segue um pouco a respeito:

Linha de Tendência: Através de gráficos de variação temporal, as linhas de tendência são formas de identificar propensão de comportamento de preços, pois os mesmos oscilam entre a oferta e demanda dos títulos, definindo o tipo de movimento da ação. Sua quebra geralmente está ligada a uma reversão de tendência.

Alguns conceitos ligados a sua características são: os mínimos consecutivos(linha de suporte ou procura) ou máximos relativos consecutivos(linha de resistência ou de oferta). Exemplo:  

 

Fonte: Investopedia

Fonte: Investopedia

 A escala logarítima é a mais adequada na maioria dos casos, pois demonstra a variação em percentual:   

Fonte Investopedia

Fonte Investopedia

Mais sobre os padrões de tendência pode ser lido aqui.

 

Das escolas de pensamento, tanto Técnica quanto Fundamentalista analisam o retorno futuro da ação, portanto, apesar de estarem em contradição teórica, ambas podem ser usadas em conjunto para a tomada de decisão. Para isto, a forma mais correta de conciliá-las é adotar a análise fundamentalista para a escolha da ação a ser comprada e utilizar a escola técnica para a definição do melhor momento de comprá-la ou vendê-la. Estratégia dita correta pelos especialistas da área.

Mais a respeito será trabalhado futuramente no site. Aguardem novidades.

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