Econometria Financeira e o Risco
No período em que estive atuando profissionalmente com investimentos financeiros, obtive a oportunidade de conhecer com clareza as ferramentas adotadas pelos analistas, essas que são utilizadas para determinar o parecer sobre o investimento avaliado. Especificamente em renda variável, as analises abrangem o estudo do comportamento passado das séries temporais de retorno e o estudo dos fundamentos do ativo em questão. Mais a respeito pode ser lido em postagens anteriores.
Sobre a categoria de análise gráfica, em que a mesma aborda o comportamento passado das séries para uma previsão futura de retorno, existe uma imensa diversidade de técnicas recomendadas por livros da área(dentre elas algumas que eu ainda desconheço e domino). O critério de uso já é algo arbitrário, adotado pelos analistas conforme experiência de acerto e erro sobre as mesmas. Esse é o meio adotado pelos profissionais até o momento, já que ainda não há embasamento científico claro para uma plena certeza de qual é o método mais assertivo para a determinação do comportamento futuro de retornos. A perspectiva de que haja um avanço sobre esse ponto é ainda nebulosa, visto que a própria divulgação de uma técnica mais eficaz de previsão do retorno gera um comportamento tendencioso que a inviabiliza, ou seja, um paradoxo. Essa é uma opinião unânime compartilhada por vários mestres e doutores que conheço e conversei a respeito.
Contudo, existe um meio de se fazer uma escolha não arbitrária baseada em séries financeiras. A alternativa em questão é modelar as séries buscando retirar delas não apenas uma expectativa sobre retornos futuros, mas, o risco embutido naquele investimento. Ao contrário das diversas técnicas gráficas de retorno em que alguns casos são não complementares, as modelagens do risco são direcionadas para a sua especificidade de aplicação, ou seja, existe a técnica adequada para cada caso. Esse benefício já se apresenta no momento de escolha da ferramenta de avaliação de risco, ao passo em que os resultados das mesmas podem ser conflitados com a perspectiva auferida pela análise de retorno da técnica gráfica.
Na graduação naveguei sobre esse tema ao avaliar o comportamento das séries financeiras do ponto de vista do risco, focando na volatilidade das séries temporais. Me deparei com certas dificuldades, como o fato de haver riscos advindos de fontes externas, como o risco de mercado, operacional ou estratégico. Esses riscos são incluidas nas análises ao se medir coeficientes de sensibilidade a impactos externos.
O fato é: existem várias técnicas gráficas baseadas em figuras geométrica, períodos e indicadores diferentes. Contudo, uma boa modelagem econométrica VAR, GARCH ou afins, são formas consistentes de se menssurar o risco do ativo. Critério prioritário na escolha do investimento. Vale a pena dar atenção a esses modelos, e diminuir o peso dado ao resultado indicado pelas ferramentas técnicas.




Parabéns por ter voltado a postar…
continue assim…
bjos
Ótimo!
Eu particularmente gosto da análise técnica, mas não essa que andam divulgando por aí no intuido de se vender cursos de 1 ou 2 dias, gosto da boa e velha análise gráfica oriental. Técnica se aprende com observação, muita observação, não é um oscilador que vai indicar compra e sim a característica técnica do ativo. Mas análise técnica sozinha de nada adianta na minha opinião, o investidor tem que ter um feeling apurado e ficar por dentro do cenário macro. Estudar os fundamentos do papel antes de entrar também não custa nada.
Muito bom o seu texto!
A análise técnica como avaliação de tendência e pontos de entrada/saída acho bastante vanatajoso. Mas, como o “Finanças Inteligentes” disse: de nada adianta comprar um ativo sem conhecer os fundamentos. E cada vez estou mais convicto dessa hipótese.
E quanto ao manejo de risco, achei bem interessante essa abordagem que ainda é pouco conhecida no mercado.
Bom trabalho.
Abraços!