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O pai da economia

março 1, 2010
Considerado o primeiro e, para muitos, o principal grande percussor da ciência econômica, Adam Smith é o teórico que construiu a base da ciência e do liberalismo iniciados no século XVIII, cunhando princípios econômicos presentes em nossa organização social, como a divisão do trabalho e a mão invisível que guia os mercados. Seu trabalho se tornou, futuramente, uma referência para os demais pensadores econômicos, tanto como ponto de partida de suas próprias teorias, como David Ricardo e Stuart Mill, quanto para os que buscaram identificar os defeitos do capitalismo e as possíveis soluções para os mesmos, como Marx e Keynes.

Estatua de Adam Smith em Edimburgo - Escócia

Escocês, Smith iniciou seus estudos em filosofia em Glasgow, lecionou por vários anos em aulas de ética, retórica, jurisprudência e política econômica. Lá, fez amizade com outras figuras históricas como David Hume e Lord Kames. Contudo, abandonou as aulas e passou alguns anos como tutor, encerrando sua carreira como comissário da alfândega escocesa. Adam Smith tinha uma postura claramente liberal, contestando o mercantilismo da época, que apresentava mercados extremamente engessados no protecionismo comercial, o levando a criar a sua maior obra: Riqueza das Nações, que transformou a Economia em uma ciência independente, proporcionando a ele o status de pai da ciência.
 
Para Smith cada indivíduo age de acordo com o próprio interesse, consequentemente, a busca comum pela própria satisfação individual eleva o bem estar coletivo, originando à expressão laissez-faire. Segundo ele, os trabalhadores deveriam se especializar no que melhor sabem fazer, gerando maior eficiência na produção. Essa lógica ainda é presente no capitalismo moderno, definindo a nossa organização social e nosso sistema produtivo, uma evidência da influência de seu trabalho.
 
Ao longo dos séculos, alguns pontos de suas obras foram contestados por novos pensadores, porém, não diminuem a importância do seu trabalho, que levantaram questões não abordadas anteriormente. Uma das discussões é sobre a regulação dos mercados, que não podem ser totalmente independes, contudo, algumas ressalvas podem ser feitas, como visto no artigo Estado ou mercado? Os dois pesos da balança.

Toda a sua teoria não se resume a apenas esse resumo, e mais artigos trabalharão esses pontos.

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