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Políticas macroeconômicas e suas relações.

junho 24, 2009

Ao postar a notícia relacionada aos efeitos da política monetária, notei que é importante uma introdução sobre o que são os instrumentos de política macroeconômicas. No intuito de esclarecer dúvidas relativas, resolvi redigir este artigo.  

As metas das políticas econômicas podem ser divididas em quatro objetivos diferentes, destacando que não são independentes e podem ser, até mesmo, conflitantes. São elas: 

   1. Crescimento econômico 

As políticas econômicas procuram estimular o crescimento da capacidade produtiva da economia (PIB) de uma maneira sustentável, ou seja, o aumento da quantidade de bens e serviços ofertados acompanhado do aumento do nível de emprego.

É importante ressaltar que crescimento econômico é diferente de desenvolvimento econômico. Sendo que, crescimento econômico é o aumento da renda nacional, já o desenvolvimento econômico, inclui melhoria nos indicadores sociais (pobreza, desemprego, meio ambiente, moradia etc.).

   2. Estabilidade do nível geral de preços (controle da inflação)

A inflação (perda do poder de compra da moeda), quando alta, acarreta distorções na renda, principalmente, sobre as classes baixas. Outro malefício é a impossibilidade de fazer cálculos baseados em valores futuros, abalando as expectativas. Por isso, uma das metas é a inflação controlada, o que não significa inflação zero.

   3. Equilíbrio Externo

Déficit externo mais forte implica em perda de reservas, podendo levar a uma moratória. O superávit externo mais prolongado acarreta demanda por moeda e ao emiti-la é provocada a inflação ou expansão da dívida interna. Grave risco para a economia.

   4. Distribuição Eqüitativa de Renda

É uma política de longo prazo que visa o aumento do poder de compra das classes mais baixas e gera o desenvolvimento econômico.

Para atingir essas metas o governo detém instrumentos de políticas macroeconômicas. Dentre eles, os mais importantes são:

Política Fiscal: decisões sobre a arrecadação e os gastos do governo;

Política Monetária: decisões sobre o volume de moeda na economia;

Política Cambial e Comercial: combate a inflação e equilíbrio externo(saldo da balança de pagamentos equilibrado);

Política de Rendas: interferências na formação de preços e salários(desenvolvimento econômico).

Política Monetária

É a atuação do governo sobre a quantidade de moeda, crédito e das taxas de juros. É uma política de curto prazo com o objetivo de estabilizar o nível geral de preços.

São mecanismos da política monetária:

Emissões de moeda

Reservas compulsórias (% sobre depósitos à vista dos bancos comerciais junto ao Banco Central)

Open market (compra/venda de títulos públicos)

Redescontos (empréstimo do Bacen aos bancos comerciais)

Regulamentação sobre crédito e tx. de juros.

Com esses mecanismos disponíveis, caso o governo deseje aumentar o valor da moeda, ele a retira de circulação, caso contrário, aumenta a quantidade da moeda na economia.

Uso dos mecanismos de política monetária

Uso dos mecanismos de política monetária

Política Fiscal

É a política de arrecadação de receitas do governo. Caso a receita seja maior do que a despesa, ocorre o superávit orçamentário, no inverso, déficit orçamentário. A política fiscal afeta o nível de demanda, ao gerir a renda disponível que os indivíduos poderão destinar para consumo ou poupança, podendo ser expansionista ou restritiva. 

Na política fiscal restritiva ocorre a diminuição dos gastos públicos e elevação dos impostos, com objetivo de reduzir a demanda agregada e, consequentemente, o consumo.

Na política fiscal expansionista, ocorre o aumento dos gastos públicos e corte nos impostos, com o objetivo de aumentar a demanda agregada.

Dado um nível de renda, quanto maiores os impostos, menor será a renda disponível e, portanto, o consumo. E quanto maior o gasto público, maior a demanda e maior o produto. Assim, se a economia apresenta tendência para a queda no nível de atividade, o governo pode estimulá-la, cortando impostos e/ou elevando gastos. Pode ocorrer o inverso, caso o objetivo seja diminuir o nível de atividade.

Relação entre a política fiscal e monetária

Relação entre a política fiscal e monetária

Na maioria das vezes não é possível atingir mais de um objetivo simultaneamente.

Nem tudo são flores, as vezes é necessário sacrifícios para se alcançar os objetivos prioritários da economia, a exemplo das políticas que visam o combate a inflação, mas desestimulam o crescimento econômico. Para cada cenário há uma política mais adequada, o importante é identificar quais são elas, cumprindo assim as metas a serem alcançadas no longo e curto prazo.

Casos de políticas conflitantes.

Casos de políticas conflitantes.

Sobre as prioridades de cada meta, essa é uma discussão que não envolve somente a economia, mas também a política. Afinal, enquanto crescer é o mais importante para algumas vertentes, para outras o ideal é o desenvolvimento e igualdade social. Exemplo clássico do conflito de interesse entre partidos políticos.

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